Um norte-americano que atirou a um rio a filha de dois anos ainda presa na cadeira para transporte automóvel foi condenado, na quinta-feira, por homicídio. Arthur Morgan III, de 29 anos, ainda piscou o olho para as câmaras enquanto deixava o tribunal de Freehold, em New Jersey, para passar o que provavelmente será o resto da vida na cadeia.

Os parentes da vítima mortal, Tierra Morgan-Glover, ficaram indignados com o comportamento do condenado e muitos choraram em tribunal.

De acordo com a Associated Press (AP), o corpo de Tierra foi encontrado num riacho perto da costa de Jersey em novembro de 2011. Morgan III foi condenado pelo homicídio da filha, por colocá-la em perigo e por interferir no processo de atribuição do poder paternal.

A duração da pena de prisão a que Arthur Morgan III será condenado ainda não foi estabelecida mas, diz a AP, que o arguido arrisca pena perpétua, já que o júri considerou que o homicídio foi cometido de forma consciente e propositada.

O Ministério Público alega que Arthur Morgan matou Tierra Morgan-Glover para se vingar da mãe da criança, depois de ela ter rompido o noivado. A acusação afirmou em tribunal que o arguido prendeu a cadeirinha da criança com um macaco usado para mudar pneus, para garantir que ela se afundaria.

Depois da morte de Tierra Morgan-Glover, o pai fugiu para a Califórnia e foi preso, em San Diego, vários dias depois. Na altura da detenção, o homem tinha, no bolso, uma reportagem de jornal sobre o homicídio. O depoimento de Arthur Morgan à polícia em San Diego, após a detenção, foi gravado em vídeo e transmitido durante o julgamento.

Nas imagens, o detetive pergunta a Arthur Morgan se disse alguma coisa à filha antes de a atirar ao rio. «Eu disse que a amava e dei-lhe um beijo», respondeu o pai.

Arthur Morgan alegou que a filha ainda estava viva quando ele a deixou e que ouviu alguns ruídos: «Eu ouvi-a. Parecia que estava a chorar». Mesmo assim, o homem meteu-se no carro e foi embora.