O incêndio no ferry que fazia a ligação entre a Grécia e a Itália provocou a morte a, pelo menos, oito pessoas. Sete corpos foram descobertos esta segunda-feira no navio, avança a Guarda Costeira Italiana. No domingo já tinha sido confirmada a morte de um passageiro que caiu ao mar quando tentava abandonar o barco. 

«Dois corpos foram encontrados, o total de mortos é de sete», indicou a guarda costeira italiana no Twitter.
 
Ao final da manhã desta segunda-feira tinham sido retirados todos os passageiros do navio, que se incendiou com quase 500 pessoas a bordo.

Quase 200 pessoas passaram a noite no barco. As operações de socorro não pararam, no entanto, durante a noite, graças a helicópteros com visão noturna. Pequenos grupos foram sendo retirados através dos helicópteros, mas as condições climatéricas tornavam difícil esse trabalho, tal como o reboque do navio. 

Controlado o incêndio, o frio foi uma das preocupações principais. Muitos dos passageiros retirados do barco foram levados para o hospital com sintomas de hipotermia, inclusive três crianças e uma grávida. Um militar italiano presente nas operações de socorro também ficou ferido. 

Mas, foi o fumo que começou por provocar o pânico. Os relatos davam contam de fumo intenso e dificuldades em respirar. Um membro da tripulação mandou uma mensagem à mulher a dizer: «Vamos todos morrer queimados como ratos», relata a BBC. A primeira  vítima mortal confirmada não morreu queimada, mas quando tentava sair do navio. 

«Estamos cá fora, estamos com muito frio. O barco está cheio de fumo e ainda está a arder. Os pisos estão a derreter (...) Os barcos que vieram para nos salvar foram-se embora e nós continuamos aqui». O testemunho de um passageiro ouvido por uma estação de televisão grega e citado pela BBC, embora as autoridades dessem o incêndio como controlado desde a tarde de domingo. 


O barco da Norman Atlantic fazia a ligação entre a Grécia e a Itália. Não há confirmação oficial das causas do incêndio. Sabe-se que o navio transporta cerca de 200 viaturas e que o foco começou nessa zona. As autoridades italianas já abriram um inquérito criminal para apurar as causas do acidente, de acordo com a France Presse.