A polícia francesa deteve um homem para interrogatório, suspeito de atear o incêndio num prédio de habitação em Paris, esta quarta-feira, que resultou na morte de oito pessoas.  

"Por enquanto, é precipitado falar de presumível autor. O suspeito será ouvido, inicialmente, como uma testemunha"


A investigação aberta pelo Ministério do Interior sobre se em causa esteve um "ato de malvadez", um crime, conhece agora os primeiros desenvolvimentos. 

A imprensa francesa dá conta que o indivíduo em causa terá cerca de 30 anos e foi visto nos últimos dias fora do edifício, que se situa no 18º bairro de Paris, incluindo na noite da tragédia. Foi considerado suspeito por trazer consigo um "grande saco suspeito", pela descrição de um funcionário dos transportes da cidade. 

Será já conhecido da polícia por vários delitos, incluindo casos de drogas, roubo e danos à propriedade privada.

Segundo o "Le Monde", que cita fonte policial, o suspeito sofre de transtornos psiquiátricos. Quando foi detido, não transportava nada que pudesse ser tido como prova do crime. 

As autoridades seguem esta pista, porque os bombeiros foram chamados por duas vezes ao local, a primeira para extinguir, com sucesso, um incêndio na escadaria do edifício, duas horas antes de o segundo fogo começar. 

Para além dos oito mortos - sendo que, das pessoas que faleceram, duas eram crianças - há quatro feridos ainda em estado grave. 

O Presidente francês, François Hollande, expressou a sua "solidariedade" para  com as vítimas, no Twitter.