Arrancou esta segunda-feira, em Espanha, o julgamento da irmã do Rei e do marido.

Cristina de Borbón e o marido, Iñaki Urdangarin, respondem num processo de fraude através de uma fundação gerida pelo cunhado de Filipe VI.
 
O julgamento vai decorrer em Palma de Mallorca.
 
O casal chegou pouco antes das 08:15 locais e, à sua espera, estava um batalhão de meios de comunicação social e muitos curiosos.
 
O jornal espanhol El País reporta que a Infanta Cristina se mostra séria e inexpressiva na primeira audiência. Já o marido, Iñaki Urdangarin aparenta estar mais nervoso.

A monarca tem, ainda, a esperança de não voltar a sentar-se no banco dos réus. A defesa da Infanta apresentou um requerimento argumentando que Cristina não deve ser julgada por fraude e, consequentemente, deve ver arquivado o processo por crimes contra a Fazenda Pública. O requerimento está ser apreciado esta segunda-feira.

Mesmo que fique a salvo do processo, a imagem de Cristina já ficou abalada na sociedade espanhola. O rei Felipe publicou um decreto real a informar que revogou o título de Duquesa de Palma de Maiorca que era usado pela sua irmã Cristina desde 1997. 
 
O escândalo de corrupção que abalou a monarquia espanhola envolve o marido da infanta, Iñaki Urdangarin, suspeito de ter desviado milhões de euros de fundos públicos por meio do Instituto Nóos, uma sociedade filantrópica a que presidiu entre 2004 e 2006.  

O Ministério Público espanhol pede, 19 anos e meio de cadeia e uma multa de 3,5 milhões de euros para o Duque de Palma, Iñaki Urdangarin, e 16 anos e meio para o seu antigo sócio, Diego Torres. Os dois são acusados de desviar cerca de 6,2 milhões públicos.