A direita anti-imigração venceu as eleições legislativas de domingo na Suíça, com o maior partido daquela ala a conseguir um número recorde de deputados no parlamento.

A União Democrática do Centro (SVP), um partido anti-europeu e anti-imigração, conhecido pelas suas campanhas hostis, conseguiu 65 dos 200 lugares do Conselho Nacional, a câmara baixa do parlamento, mais 11 deputados que em 2011, de acordo com uma projeção do canal televisivo RTS.
 
O outro partido de direita, o Partido Liberal Radical, a terceira maior força do país, também subiu na votação e deverá eleger mais três deputados sobre os atuais 30.

Já o Partido Socialista, a segunda formação do país, deve perder deputados - ao que tudo indica três dos últimos 46 eleitos, tal como os verdes e os verdes-liberais, que juntos devem perder um total de nove lugares.
 
À agência France Presse, o líder do SVP disse que era preciso enviar um "sinal" aos imigrantes.

“Temos de tornar a Europa menos atrativa e enviar um sinal de que aqui [na Suíça] não damos asilo a ninguém, nem a refugiados de guerra”, afirmou Toni Brunner.
 
Os partidos de centro e de esquerda lamentaram que a campanha eleitoral tenha sido dominada pela questão da imigração, acabando por intimidar os eleitores.

“As pessoas votaram [à direita] por medo", defendeu a candidata socialista, Rebecca Ruiz, à RTS.

Perante a iminência de uma maioria de direita, é esperada uma cooperação entre a União Democrática do Centro e o Partido Liberal Radical no Conselho Nacional.

Já a composição dos 46 lugares da câmara alta do Parlamento, o Conselho de Estado, que tem poderes legislativos idênticos ao do Conselho Nacional, permanece em dúvida, já que haverá uma segunda volta em vários cantões.