A presidente da Câmara dos Deputados italiana alertou esta segunda-feira, na abertura de uma conferência, em Roma, que a nova operação sobre migrações em curso no Mediterrâneo «não tem os mesmos meios» do que a anterior.

A Operação Tritão, da Frontex, agência europeia para a gestão das fronteiras, que a 01 de novembro sucedeu à Operação Mare Nostrum, gerida por Itália e que, durante um ano, salvou perto de 150 mil migrantes e refugiados de morrerem nas águas do Mediterrâneo, «não tem os mesmos meios, nem os mesmos recursos, nem sequer o mesmo mandato», frisou Laura Boldrini.

Na mesma conferência, o novo comissário europeu para as migrações prometeu que a União Europeia (UE) terá, em breve, um plano abrangente de combate às redes de tráfico.

Naquela que foi uma das primeiras intervenções do grego Dimitris Avramopoulos como comissário europeu para a Migração, os Assuntos Internos e a Cidadania, ficou a garantia de que a nova Comissão Europeia tem uma «forte vontade política» de dificultar a vida às redes criminosas que exploram as pessoas que, em desespero, deixam os seus países de origem, em viagens arriscadas.