A erupção vulcânica que assola a ilha cabo-verdiana do Fogo «está para durar», mas os técnicos da Proteção Civil estão «preparados para os piores cenários», afirmou este domingo a ministra da Administração Interna de Cabo Verde.

Citada pela Inforpress, Marisa Morais falava numa conferência de imprensa em Cova Figueira, localidade no sudeste da ilha do Fogo, na presença dos três presidentes das câmaras municipais locais - São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina - e de responsáveis da Proteção Civil.

Marisa Morais, que se encontra desde quarta-feira na ilha do Fogo, insistiu na questão da imprevisibilidade da atividade vulcânica, indicando desconhecer-se ser já se atingiu o pico da atividade eruptiva.

Entretanto, Portela e Bangaeira foram apagadas do mapa pela lava que jorra há 15 dias dos vários cones vulcânicos de Chã das Caldeiras, disse hoje à agência Lusa fonte do Governo de Cabo Verde.

Segundo Aleida Monteiro, do gabinete de comunicação governamental, que se encontra em São Filipe, a principal cidade da ilha, a lava, após descer de Portela para Bangaeira em quatro frentes, unificou-se e criou uma nova, de 300 metros de largura, que segue tendencialmente em direção a Monte Velha, a norte.

«Não se sabe se se irá desviar ou não de Monte Velha. Tendencialmente, parece seguir nessa direção, mas nunca se sabe», explicou a assessora, adiantando que a velocidade da torrente de lava «intensificou-se consideravelmente» nas últimas horas, sobretudo por o terreno ser agora ligeiramente inclinado e sem obstáculos pela frente.