O papa pediu esta quarta-feira ao conselho de cardeais que avalie novos critérios no processo de recolha da informação prévia à nomeação dos bispos, anunciou o porta-voz do Vaticano. Federico Lombardi falava à imprensa sobre a 11.ª reunião de trabalho do conselho, que começou na segunda-feira.

A intenção do papa é que o processo de recolha de informação sobre o candidato a bispo, que exige procedimentos demorados e inclui entrevistas com pessoas próximas do candidato e outros dados, seja atualizado, explicou o padre Lombardi.

Os nove cardeais entregaram a Francisco a proposta para a criação de uma nova congregação "Leigos, família e vida", na tentativa de simplificar o atual organigrama da Cúria Romana, o governo da Igreja Católica.

Lombardi afirmou que cabe ao papa aprovar a proposta, sobre a qual não se conhecem mais pormenores.

O conselho dos cardeais vai continuar a trabalhar na formação de outra congregação para as áreas da paz, caridade e justiça, disse.

A próxima reunião do chamado C9 vai decorrer de 10 a 12 de dezembro. Esta sessão não contou com a participação do coordenador do conselho, o cardeal das Honduras Oscar Rodríguez Maradiaga, por razões de saúde.

A principal missão do conselho de cardeais é a redação da nova Constituição do governo do Vaticano, para substituir a atual "Pastor Bonus", redigida por João Paulo II.

Criado pelo papa em abril de 2013, o conselho de cardeais é composto por Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), Giuseppe Bertello, presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago do Chile, Oswald Gracias, arcebispo de Bombaím (Índia), Reinhard Marx, arcebispo de Munique (Alemanha), Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo), Sean Patrick O'Malley, arcebispo de Boston (EUA), e George Pell, arcebispo emérito de Sydney (Austrália).

Posteriormente, foi incluído o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. O secretário é o bispo italiano Marcello Semeraro.

Até agora e por conselho do C9, o papa criou o novo "ministério" da Economia, e o dicastério para a Comunicação, responsável por todos os serviços de comunicação do Vaticano e cujos estatutos estão ainda a ser redigidos.