Uma menina de oito anos morreu, na sequência de ferimentos provocados pelo coito, após a noite de núpcias com um marido com o quíntuplo da sua idade. A menina iemenita, identificada como Rawan, terá sofrido ferimentos internos, incluindo uma rutura uterina, de acordo com o jornal kuwaitiano «Al Watan».

O caso suscitou a indignação de ativistas, contra o noivo de 40 anos e contra a família da menina que permitiu o casamento. O caso passou-se na região tribal de Hardh, no noroeste do Iemen, junto à fronteira com a Arábia Saudita.

Relatórios de organizações não governamentais citadas pelo jornal avançam que um quarto das meninas iemenitas casam antes dos 15 anos.

O Governo aprovou uma lei em fevereiro de 2009, fixando a idade mínima para o casamento aos 17 anos, mas foi revogada depois de ser considerada anti-islâmica.

O caso de Rawan não é inédito. Já em 2010, uma menina de 13 anos foi notícia depois de morrer, cinco dias após um casamento forçado, também por hemorragias provocados por uma rutura uterina.