O presidente da Venezuela lançou um ultimato à multinacional Coca-Cola. Hugo Chávez pretende que a empresa deixe os terrenos que a empresa ocupa a oeste de Caracas e que servem de estacionamento de camiões de distribuição. Num discurso inflamado, o líder venezuelano atacou ainda o governo da Colômbia e deixou um recado a Obama.

«Dou à empresa Coca-Cola duas semanas para que, pelos seus próprios meios, de forma voluntária, abandone o terreno», disse Chávez durante o seu programa «Alo, presidente», sublinhando: «Duas semanas».

O chefe de Estado teceu duras críticas ainda contra o governo colombiano , que acusou de violação de soberania, por alegamente os militares desse país levarem para lá das suas fronteiras a perseguição a elementos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

«O sr. Santos, ministro da Defesa da Colômbia, declarou-se inimigo da Venezuela. Foi o próprio a dizê-lo. O ministro Santos é uma ameaça à paz na América do Sul», apontou. «Não quero nem pensar que o ministro Santos pense na loucura de fazer à Venezuela o que fizeram ao Equador», disse Chávez, referindo-se a uma incursão militar colombiana, há um ano, que visou um grupo de guerrilheiros.

Outro dos alvos do discurso do presidente venezuelano foi o seu homólogo norte-americano. «Espero que o presidente Obama seja capaz de desmontar a maquinaria infernal que ele agora ele comanda. Ele comanda uma maquinaria infernal e espero que não se deixe engolir por essa maquinaria», afirmou Chávez, que atacou ainda uma exposição sobre o corpo humano no seu país, que disse ter falta de ética.