Huang Qingjun, de 44 anos, é fotógrafo profissional há 17. Na última década, dedicou tempo e trabalho a fotografar, por toda a China, as pessoas e os seus pertences. O fotógrafo passou quase 10 anos a viajar para as zonas mais remotas da China com o intuito de fotografar pessoas que, muitas delas nunca tinham sido fotografadas antes. 

Huang Qingjun passava, então, pelo processo de tentar convencer as pessoas a trazerem para a frente das suas casas todos os bens pelos quais tinham um apreço apreço e a posarem, junto deles, para a fotografia que lhes queria tirar.

Recentemente, começou a captar as mesmas imagens com sem-abrigo, nos Estados Unidos da América.

 

Em 2010, na primeira vez que pisei solo americano, vi imensos sem-abrigo nas ruas de Nova Iorque, mas não me atrevi a aproximar-me, porque me tinham dito que muitos deles estavam ligados a drogas, roubos e violência", contou o fotógrafo à BBC.

Cinco anos depois, novamente nos Estados Unidos, desta vez em Los Angeles, Qingjun viu dezenas de tendas montadas nas estradas perto dos escritórios das equipas de filmagem com quem viajava - tratava-se de um acampamento de sem-abrigo.

Eu tinha já fotografado 53 famílias com tudo aquilo que elas possuíam, e queria ver que tipo de bens teriam estes sem-abrigo", explicou.

Sem falar a língua, entendeu que a melhor forma de se aproximar daqueles que pretendia fotografar era através de um sorriso e da câmara de um iPhone.

Pensei que um sorriso seria o melhor idioma e que as fotografias não precisam de palavras", explicou à BBC.

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