Vários mísseis atingiram uma escola e um hospital na cidade síria de Azaz, próxima da Turquia, que acolhe muitos refugiados, escreve a Reuters. Segundo médicos e residentes da localidade há, pelo menos, 14 mortos. Todos civis.

Ainda segundo a Reuters, que cita um oficial turco, a zona foi atingida por sete mísseis russos. A mesma fonte terá acrescentado que número de vítimas mortais deverá aumentar nas próximas horas.

Um médico e dois residentes explicaram à agência Reuters que os mísseis atingiram um hospital de crianças, uma escola e outros pontos da cidade de Azaz controlada pelos rebeldes, junto à fronteira com a Turquia.

Há relatos de um campo de refugiados também ter sido atingido.

Em declarações à Reuters, um médico, Juma Rahal, confirmou que estão a ser retiradas crianças dos escombros e que, pelo menos, “duas morreram”. Os feridos estão a ser transportados para a Turquia.

Segundo a Associação de Médicos Independentes, uma organização não-governamental, citada pela Reuters, o número de feridos ascende a 30 pessoas.

Um relatório da SCPR, uma organização não governamental, revela que já morreram, na Síria, 470 mil pessoas em cinco anos. Destas, 400 mil foram vítimas da violência que eclodiu no país a partir de 2011, 70 mil morreram em consequência da falta de medicamentos, água potável ou comida, por exemplo.  

Hospital dos Médicos Sem Fronteiras também alvo de ataques

Além destes bombardeamentos em Azaz, um outro hospital, na província de Idlib, na zona norte da Síria, gerido pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), também foi alvo de um ataque “deliberado”, escreve a Reuters. Oito pessoas estão dadas como desaparecidas.

“Foi um ataque deliberado contra uma instituição médica. A destruição da infraestrutura deixa 40 mil pessoas sem cuidados básicos de saúde numa zona do conflito”, afirmou Massimiliano Rebaudengo, responsável pela missão em Idlib.

Ainda segundo o mesmo responsável, citado pela Reuters, o hospital foi atingido por quatro mísseis, em dois ataques separados por poucos minutos. Nas instalações hospitalares trabalhavam 54 pessoas, que geriam cerca de 30 camas de internamento.

Horas depois, era o presidente da organização, Mego Terzian a confirmar à agência Reuters que “sete pessoas morreram no ataque” e que “oito elementos dos Médicos Sem Fronteiras estão desaparecidos”.

Mego Terzian acrescentou ainda que os autores do bombardeamento só podem ser “o governo sírio ou os militares russos”, lembrando que já não é a primeira vez que os hospitais dos MSF são alvos na Síria.