A polícia do Egipto está a usar redes sociais que promovem encontros entre pessoas do mesmo sexo, como o Grindr, para apanhar e prender homossexuais.

De acordo com o canal France24, «enquanto a homossexualidade não é legal no Egipto, a polícia vai usando as redes sociais e as aplicações de smartphones para caçar e prender gays e lésbicas». O caso foi revelado por dois egípcios que escondem a sua orientação sexual e vivem com medo.

Acerca de uma semana, sete homens foram presos depois de aparecerem num vídeo de um casamento entre dois homossexuais. As imagens mostram o casal a partilhar alianças num barco no rio Nilo. O vídeo foi publicado no YouTube e partilhado nas redes sociais.



Os homens que aparecem nas imagens receberem uma notificação para realizarem exames médicos com fim a provar a sua orientação sexual. Depois de realizados os exames, as autoridades disseram que os resultados mostravam que não eram homossexuais.

Karim Ahmad (nome fictício) tem 20 anos, é estudante de medicina e vive em Gizé, perto do Cairo. Em declarações citadas pela France24 a jovem diz ter sorte porque os pais e o irmão mais novo aceitam a sua homossexualidade.





«No início, quando contei ao meu pai, ele ficou muito zangado e expulsou-me de casa. Mas depois viu que tinha errado e que a culpa não era minha», disse e revela que entre o grupo de amigos ninguém sabe da sua orientação sexual. «Tenho muito cuidado para não desvendar o meu segredo porque isso poderia ser um enorme problema».

A jovem descreve ainda o ambiente que se vive nas ruas do Egipto. «Existe um fanatismo religioso. As pessoas pensam que os gays são pervertidos, sem moral e que só pensam em sexo a toda a hora», escreve a France24.