O responsável pelo atentado de Nice que feriu mortalmente mais de 80 pessoas e hospitalizou próximo de 200 estava a ser acompanhado psicológico.

O meu irmão tinha problemas psicológicos e nós já entregámos à polícia documentos que provam que ele esta a ser acompanhado por psicólogos há anos”, disse Rabeb Bouhlel, irmão de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, citada pela Reuters.

Uma afirmação partilhada pelo pai do próprio que disse que o camionista "tinha problema que lhe provocaram uma depressão nervosa. Ficava zangado, gritava e partia tudo à volta", Mohamed Mondher Lahouaiej Bouhlel aos canais de televisão TF1 e France 2.

Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, foi descrito pelos vizinhos como uma pessoa solitária, de poucas conversas, que estaria divorciado há algum tempo.

A família insiste que Mohamed Bouhlel não era um terrorista, apesar do ISIS hoje ter afirmado que ele era um dos seus “soldados”.

O irmão de Bouhlel contou ao jornal Daily Mail que este lhe terá enviado, dias antes do ataque, uma quantia de 100 mil euros.

Os familiares revelam que este sempre lhes enviou pequenas quantias de dinheiro, mas o avolumado valor da última encomenda os deixou perplexos.

O dinheiro foi entregue à família através de amigos da família que terão viajado de França para a Tunísia.

Um homem com “problemas psicológicos” que se “radicalizou muito rapidamente”

Já o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou hoje que o autor do atentado de Nice, já reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, "parece ter sido radicalizado muito rapidamente" e referiu que este foi um atentado "de um tipo novo" que "demonstra a dificuldade de luta contra o terrorismo".

O tunisino Mohamed quando conduziu um camião contra uma multidão em Nice que assistia ao fogo-de- artifício do dia nacional de França, "não era conhecido dos serviços secretos", disse Cazeneuve.

E acrescentou que as pessoas "sensíveis à mensagem do Daesh participam em ações extremamente violentas sem terem participado em combates ou receberem treino".

Também hoje o presidente François Hollande apelou à unidade nacional, numa mensagem enviada aos ministros, citada por um porta-voz.

Estamos num tempo em que, e testemunhámo-lo, existe uma tentação para dividir o país. Confrontadas com essas tentações, com esse risco, temos de apelar à união e coesão do país", disse o porta-voz Stephane Le Foll, citando a mensagem.