Pode chegar à dezena e meia de pretendentes, a animada corrida presidencial republicana para 2016.

Nos últimos dias avançaram mais quatro candidatos: Lindsey Graham, Rick Santorum, George Pataki e Rick Perry.

Juntam-se, assim, a Ted Cruz, Marco Rubio, Rand Paul, Mike Huckabee, Carly Fiorina e Ben Carson, já no terreno. A corrida republicana tem, assim, ter dez contendores oficializados.
 
E ainda faltam os três favoritos: Jeb Bush, Scott Walker e Chris Christie, sendo que Bobby Jindal e John Kasich ainda ponderam concorrer.

Tudo somado, quando começarem os debates, em agosto, podem juntar-se... 15 candidatos à nomeação republicana! Uma animação, portanto.
 
Bush continua a parecer o favorito e tudo indica que irá avançar oficialmente no próximo dia 15 de junho (no site oficial da campanha Jeb Bush 2016, houve mensagem a avisar: «Coming soon»).
 
O problema é que, com muitos dos adversários (sobretudo da ala direita) já no terreno, Jeb Bush apenas é favorito numa noção de longa distância nesta corrida – porque as sondagens mostram, isso sim, uma pulverização das preferências dos eleitores republicanos.
 
Há tantos candidatos e ninguém com avanço significativo sobre os outros. É isso, por exemplo, que mostra sondagem recente da FOX News: Jeb Bush surge em primeiro, com 12 pontos, a par do governador do Wisconsin, Scott Walker. Mas logo a seguir, com 11, está o neurocirurgião negro Ben Carson.
 
Só esses três têm mais de dez pontos, mas não muito longe surgem Rand Paul (9), Ted Cruz (8), Marco Rubio (7), Mike Huckabee (6), Chris Christie (5), Rick Perry (4), Rick Santorum, John Kasich, Carly Fiorina e Lindsey Graham, todos com dois pontos percentuais. 
 
Ou seja: nada decidido, tudo em aberto.

Sobretudo porque os valores das sondagens nacionais são muito variáveis, em função do que vier a acontecer nos primeiros estados.
 
E a verdade é que no Iowa e no New Hampshire, Scott Walker mostra fortes possibilidades de vencer. Ou, pelo menos, de ficar à frente de Bush (a mesma sondagem, mas para o caucus do Iowa, dá Walker à frente, com 17 pontos, mais quatro que Rubio e mais sete que Bush).
 
Três muito à direita e um nova-iorquino  
 
Olhemos então, um pouco, para as quatro caras mais recentes da corrida republicana.
 
Lindsey Graham, 59 anos, senador pela Carolina do Sul, membro dos comités judiciário e das Forças Armadas, é um conservador sulista, com um registo que oscila entre a ala direita dos republicanos (fala muito em Deus) e os «falcões» intervencionistas.
 
Veterano do Iraque, defendeu sempre a posição de George W. Bush na mais polémica questão do último presidente republicano.
 
Senador há 12 anos, tem tido, em algumas matérias (sobretudo imigração) trabalho bipartidário com os democratas.
 
Rick Santorum, 57 anos, ex-senador pela Pensilvânia, foi segundo classificado nas primárias de 2012, tendo surpreendido na primeira fase da corrida como o mais viável opositor a Romney.
 
Ultraconservador, com discurso profundamente religioso, disputa eleitorado com Ted Cruz e Mike Huckabee.
 
Outro candidato muito à direita é Rick Perry. Ex-goverador do Texas, assume o papel do «cowboy» duro e implacável para com qualquer ideia defendida nos últimos anos pelo Presidente Obama.
 
Em 2012, chegou a ter bons números nas primárias, mas afundou-se nos primeiros debates, depois de mostrar falta de preparação (ainda hoje é gozado por uma resposta «ups…» quando não sabia explicitar o nome da agência federal que pretendia criticar).
 
George Pataki, 70 anos no próximo dia 24, foi governador de Nova Iorque entre 1995 e 2006.
 
Obteve o feito de destronar Mario Cuomo em meados da década de 90, surfando a onda da «Revolução Republicana» pós vitória no Congresso, em 1994, durante a era Clinton.
 
A menos que a dinâmica desta corrida mude muito, nenhum destes quatro nomes tem hipóteses reais de ser nomeado.

Mas isto ainda está muito no início.
 
Germano Almeida é jornalista do Maisfutebol, autor dos livros «Histórias da Casa Branca» e «Por Dentro da Reeleição» e do blogue «Casa Branca»