O maior navio de cruzeiro do mundo ainda agora fez a viagem inaugural, mas já está a causar polémica, e não pelos melhores motivos.

O Harmony of the Seas zarpou de Southampton, no Reino Unido, com destino a Roterdão, na Holanda, a 22 de maio para um cruzeiro de quatro dias. No entanto, os primeiros passageiros do paquete que custou mais de 800 milhões de euros queixam-se de obras inacabadas e atrações fechadas.

Furiosos, os clientes publicaram nas redes sociais fotografias de obras ainda em curso e urinóis entupidos. Segundo alguns dos passageiros, as obras decorriam inclusive durante a noite, junto aos quartos de dormir.

David Mitchell, de 73 anos, descreveu a estadia no Harmony of the Seas como “um campo de batalha”.

Segundo explicou ao jornal britânico The Telegraph este passageiro, gestor hoteleiro reformado que pagou mais de 1300€ pelo cruzeiro, a viagem foi “totalmente caótica”.

Havia operários a rastejar por todo o lado e muitas das atrações e comodidades estavam fechadas. Havia filas nos bares, filas para a sala de jantar e imensa gente a fazer fila nos serviços para reclamar”, contou.

“O cruzeiro não estava pronto, mas levou-nos o dinheiro”, queixa-se uma cliente no Twitter.

Cerca de 6.000 pessoas viajaram no primeiro cruzeiro do Harmony of the Seas. O navio tem 20 restaurantes, 23 piscinas e demorou cerca de dois anos a ser construído.