Por: Redacção / PP | 20- 1- 2010 8: 51
Terramoto
de 6.1 atinge Haiti
Uma jovem haitiana de 25 anos foi retirada viva e em boa forma dos escombros de um supermercado
na terça-feira à noite, sete dias depois de um sismo que devastou boa parte de Port-au-Prince.
Salvo por iPhone e câmara fotográfica. Veja o testemunho
«Está consciente e em boa forma»,
declarou Thierry Cerdan, responsável dos Socorristas sem fronteiras. A ONG francesa, os bombeiros haitianos e uma equipa de
socorro norte-americana demoraram nove horas a retirar Hoteline Losana dos escombros.
75 mil mortos e 250 mil
feridos
A direcção da Protecção Civil haitiana anunciou esta quarta-feira que o sismo fez 75 mil mortos, 250
mil feridos e um milhão de sem-abrigo.
Salva seis dias depois do terramoto e a cantar
Um balanço anterior, divulgado no domingo
pela secretária de Estado da Alfabetização, Carol Joseph, dava conta de 70 mil mortes.
Neste momento, o Haiti precisa
de abrigos para os desalojados, água, alimentação, medicamentos e pessoal qualificado, acrescentou ainda a direcção da Protecção
Civil haitiana, em comunicado.
«Não atirem comida do ar»
Entretanto, o embaixador do Haiti nos Estados
Unidos, Raymond Joseph, apelou terça-feira ao fim do lançamento da ajuda humanitária por helicóptero para ajudar as vítimas.
«Não
gostamos disso (...) porque quando lançam a ajuda, apenas os mais fortes têm acesso. Deviam haver zonas de trânsito onde os
helicópteros pudessem aterrar» e onde a ajuda fosse distribuída, disse o embaixador.
Portugueses começam a trabalhar
hoje
As equipas portuguesas de ajuda humanitária começam a trabalhar, esta quarta-feira, no Hospital da Universidade
de Miami, instalado no aeroporto de Port-au-Prince, onde estão dezenas de vítimas do sismo de há uma semana.
Quatro
dias após terem chegado ao Haiti, os técnicos do INEM e da AMI vão dar apoio naquele hospital de campanha que a responsável
pela equipa da emergência médica, Fátima Rato, considera ser um «cenário dantesco»: «Nunca na minha vida vi tanta gente amputada».
«São
duas tendas cheias de gente por todo o lado e 90 por cento dos doentes que estão ali têm fracturas ou lesões provocadas pela
queda de estruturas», explicou à Lusa Fátima Rato.
Esperança menor
Uma semana depois, a esperança
de encontrar sobreviventes do terramoto é cada vez menor e algumas das equipas de salvamento internacionais começam a abandonar
Port-au-Prince, com um balanço de cerca de uma centena de pessoas retiradas dos escombros. São cerca de 1800 pessoas de 48
equipas de todo o mundo que todos os dias acordam na esperança de salvar alguém.
Ouviu a filha chorar, não chegou
a tempo
O e-mail de Emely Rejouis chegou ao centro de operações de resgate na segunda-feira: contava que tinha
ouvido a filha chorar na véspera e que ainda poderia estar viva nos escombros do Hotel Karibe.
A equipa sul-africana
de socorristas passou o dia de terça-feira à procura da menina de quatro anos. «Cada dia que passa reduz as possibilidades
de encontrar as pessoas com vida, mas existem milagres», diz o coordenador da South African Rescue Team antes de entrar para
a velha camioneta de caixa aberta que levaria os socorristas para o Hotel Karibe, numa zona fina da capital do Haiti.
No
trânsito caótico da cidade, onde duas faixas se transformam facilmente em quatro e o sentido do trânsito não existe, o condutor
haitiano tenta chegar o mais depressa que podia ao destino. Em vão. Naqueles escombros nenhum se ouvia.
Programação - Semana de 12 de Fevereiro a 18 de Fevereiro
SOS - Serviço de AlertaA perspectiva dos profissionais que respondem a situações de emergência, em Portugal.
Terreiro do PaçoO jornalista Henrique Garcia convida Alexandre Quintanilha e Hernâni Santos.
Take Off - Ordem para DescolarO fantástico mundo da aviação. Para o baptismo de voo, convidámos Mafalda Teixeira.