O grupo de hackers ativistas Anonymous diz ter desativado pelos menos 100 contas de redes sociais que acredita serem usadas para recrutar combatentes para o Estado Islâmico. A maioria das contas listadas estão atualmente suspensas ou indisponíveis.

Numa publicação intitulada «#OPISIS»,  o grupo mostra uma lista de 90 utilizadores do Twitter que «colocou offline» e afirma ainda que algumas estão a ser removidas do sistema. O grupo lista os endereços electrónicos de  doze contas de Facebook de pessoas que diz serem suspeitas de ter estado em contacto com terroristas da Síria e do Iraque de modo a «ficar de olho» nas mesmas.

Os Anonymous avisaram também os membros do Estado islâmico, detalhando os planos que tem para sistematicamente apagar e expor os extremistas afiliados: «Vamos caçá-los, deitar a baixo os seus sites, contas, emails e expô-los...de agora em diante, não há nenhum lugar online seguro para vocês...Vocês serão tratados como um vírus e nós somos a cura...»

Os comentários foram publicados no «Pastebin», um site usado pelos hackers para publicar os dados que recolhem. A mesma publicação está ligada a um vídeo do Youtube que explica mais sobre o ataque.




O grupo lembra ainda que os membros que compõem a comunidade a que pertencem são de religiões e países de várias regiões do mundo.

«Nós somos: muçulmanos, somos cristãos, somos judeus...
Nós somos hackers, crackers, hacktivistas, agentes, espiões ou apenas a pessoa que mora na porta ao lado.
Nós somos estudantes, administradores, trabalhadores, empregados, desempregados, ricos pobres. Nós somos jovens, velhos, gays ou heteros.
Nós viemos de todas as raças, países, religiões e etnias.
UNIDOS COMO UM, DIVIDIDOS POR ZERO. Nós somos anónimos ».