Milhares de pessoas com tochas acesas pediram no sábado a demissão do presidente da Guatemala, que acusam de “incapacidade” para resolver a emergência provocada pela erupção do vulcão do Fogo, que fez 110 mortos e 1,7 milhões de afetados.

Numa marcha pacífica até à Casa Presidencial, no centro da capital do país, Cidade da Guatemala, os manifestantes expressaram a sua solidariedade com as vítimas e lançaram fortes críticas ao chefe de Estado, Jimmy Morales, por não transferir a ajuda necessária aos afetados pela violenta erupção registada há uma semana.

“Não temos Presidente” e “Sai Jimmy” foram algumas das palavras de ordem do protesto, no qual se exigiu justiça para as vítimas da tragédia, mas, sobretudo, a renúncia do Presidente da Guatemala pela “incapacidade” de enfrentar a situação de emergência.

“Um governo sem líder e sem capacidade enterra a população com impunidade”, gritaram universitários e ativistas durante a caminhada.

Um estudante da Faculdade de Direito da Universidade estatal de San Carlos considerou que o número de desaparecidos na catástrofe anunciado pelas autoridades “não é real”.

"Se em 2014 existiam 8.500 habitantes, como é possível que estejam desaparecidas 197 pessoas? (…) O Presidente que renuncie porque não tem capacidade para enfrentar a emergência. A Guatemala é muita gente para ele", declarou à agência Efe Héctor Gramano a Efe.

A erupção, registada no domingo passado, afetou, principalmente, os departamentos de Sacatepéquez, Escuintla e Chimaltenango.

Até ao momento, as autoridades resgataram 110 cadáveres e estimam em 197 os desaparecidos e em mais de 1,7 milhões as pessoas afetadas.