Os manifestantes da organização ecologista estiveram acampados durante quase uma semana na «Polar Pioneer», de 38 mil toneladas, depois de a terem ocupado quando se encontrava no Oceano Pacífico, a 1.200 quilómetros a oeste do Havai, a partir de barcos pneumáticos de um navio da Greenpeace, o «Esperanza».

«Estamos satisfeitos por o tribunal ter aceitado emitir uma ordem de restrição contra a Greenpeace», disse a porta-voz da Shell, Kelly Op de Weegh, lamentado que o gigante tenha que ter intentado uma ação legal para demover os ativistas da organização.

«É lamentável que tenhamos que avançar com esta ação mas não queremos uma repetição das anteriores ‘acrobacias’ ilegais, em que se inclui o embarque ilegal do grupo este mês. Estas táticas não são protestos pacíficos. Eles colocaram em causa a segurança das pessoas que trabalham a bordo e dos próprios manifestantes».

A Shell estava «aberta a uma discussão sincera sobre os desafios e os benefícios da exploração no Ártico», apontou.

«Contudo, não podemos tolerar as táticas ilegais e inseguras da Greenpeace.»

A organização ecologista confirmou que seis ativistas – dos Estados Unidos, Alemanha, Nova Zelândia, Austrália, Suécia e Austrália – desceram da plataforma de perfuração para embarcações pneumáticas antes de regressarem ao «Esperanza», que se encontrava perto do local, mas disse que abandonaram a plataforma por causa do agravamento das condições meteorológicas.