Um grupo de membros influentes do Syriza marcou uma reunião para esta terça-feira, para discutir se a Grécia deve ou não entrar em rutura com os credores internacionais. Vão estar presentes vários membros do comité central do partido, que defende que a Grécia tem de cortar relações com os parceiros internacionais.

Aliás, segundo a imprensa, citando o cartaz grego que anuncia esta reunião, o apelo é claro: «A única saída é entrar em rutura com os credores”.

Segundo os membros do partido no poder, chegou o momento da verdade: “Os credores estão a pressionar o governo para que assine um memorando de estratégia neoliberal”.

Para os responsáveis, o acordo alcançado com os credores a 20 de fevereiro facilitou este “ataque” de “ambígua criatividade”, que favorece “os poderosos”. E chega agora a hora crítica.

“Temos de escolher entre assinar um acordo de austeridade iminente ou a rutura com os credores. O Syriza não pode ser transformado num partido de austeridade, nem o governo pode implementar o memorando. Esta é a razão pela qual as propostas para a limpeza interna do Syriza e as soluções governamentais para a unidade nacional estão em cima da mesa”.

Para este grupo, as medidas passam pela suspensão do pagamento dos reembolsos aos credores, nacionalização dos bancos, assim como impostos sobre o capital e grandes fortunas.

Recorde-se que, ainda que se mantenha o impasse, Atenas já deu um sinal de cedência aos credores, ao anunciar a privatização do porto de Pireus.