O parlamento grego anunciou esta quarta-feira a dissolução e a realização de eleições legislativas antecipadas a 25 de janeiro.

A convocação de eleições antecipadas na Grécia e a consequente interrupção das negociações do governo com a ‘troika’ pode conduzir o país a um problema de liquidez ao longo do ano, se o futuro executivo não conseguir rapidamente um acordo com os credores, noticia hoje a agência espanhola EFE.

A previsão, da agência de classificação britânica Fitch, é partilhada por outros analistas, como o catedrático de Economia da Universidade de Atenas, Yorgos Petrakis.

«A Grécia não terá problemas de liquidez até ao mês de junho, mas não se sabe o que acontecerá no segundo trimestre», explicou à EFE o professor de Economia.

O especialista advertiu que o financiamento só está assegurado «se houver um acordo com a ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), seja quem for o governo».

A quinta avaliação do programa de resgate grego, que começou em finais de setembro, foi interrompida a 10 de outubro por falta de acordo entre o governo e a ‘troika’, sobretudo devido às estimativas do défice de financiamento e às medidas para 2015.

A Grécia realiza eleições antecipadas no dia 25 de janeiro depois do parlamento ter, em três ocasiões, sido incapaz de eleger, com o mínimo de votos constitucionalmente exigido, Stavros Dimas proposto pela coligação governamental para o cargo de Presidente da República.

O Syriza é o partido que se encontra à frente em todas as sondagens, com uma vantagem que oscila entre os 03 e os 07 pontos percentuais sobre os conservadores da Nova Democracia do atual primeiro-ministro, Andonis Samaras.