Cerca de 200 refugiados envolveram-se esta sexta-feira em confrontos com a polícia e com a Guarda Costeira quando tentavam embarcar num navio, na ilha grega de Lesbos. 

Os migrantes atiraram pedras às autoridades, que dispersaram a multidão com gás lacrimogénio, quando as pessoas tentavam embarcar no porto da ilha. 

"Cerca de 200 imigrantes que não estavam inscritos tentaram entrar numa embarcação no porto e foram empurrados para trás pela polícia e pela guarda costeira", descreveu o porta-voz da guarda costeira da Grécia, Nikos Lagkadianos, em declarações à Reuters. 

Em Lesbos está o maior centro de refugiados da Grécia. Tem capacidade para 600 pessoas, mas tem atualmente cerca de 7 mil. A TVI esteve lá há duas semanas. Falta comida, água potável e medicamentos, bem como médicos. A situação sanitária é deprimente. 

Um recorde de cerca de 5.600 migrantes entraram na quinta-feira na Macedónia vindos da Grécia, mais de duas vezes o número habitual por dia que oscila entre 2.000 e 3.000 pessoas, informou nesta sexta-feira a ONU.

“Ontem (na quinta-feira) entraram 5.600 pessoas” na Macedónia, declarou uma porta-voz do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Melissa Fleming, num encontro com a imprensa, considerando imprevisível  o que irá acontecer nas próximas semanas.

Entretanto, na Hungria, a polícia revelou que cerca de 300 refugiados fugiram de um campo em Roskze, perto da fronteira com a Sérvia. 

O alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, o português António Guterres, apelou hoje à distribuição de pelo menos 200.000 refugiados por todos os estados-membros, que deviam ter a obrigação de participar neste programa. 

O mundo acordou para o drama dos refugiados sobretudo depois da foto do menino cujo corpo deu à costa numa praia turca.