O piloto que conduziu o A320 na segunda-feira, no último voo antes da viagem fatal, assegurou à Lufthansa, que detém a Germanwings, que o avião estava «em condições perfeitas».

A garantia foi dada pelo presidente-executivo da companhia aérea alemã, em conferência de imprensa no aeroporto de Barcelona, após um encontro com os familiares das vítimas.

Carsten Spohr confirmou ainda que, na segunda-feira, o aparelho foi sujeito a uma manutenção e que não foi detetada qualquer anomalia.
 

«É difícil perceber como é que um avião em condições técnicas perfeitas, com dois pilotos experientes, esteve envolvido neste acidente terrível».


Os responsáveis da Lufthansa e da Germanwings indicaram ainda que há vítimas de 18 nacionalidades e que a companhia aérea vai apoiar as famílias de qualquer sítio do mundo a viajarem até França.
 

«Uma família mexicana pediu-nos ajuda e já está a caminho. Levaremos quaisquer familiares ao local do acidente».


De Barcelona, sairá esta quinta-feira de manhã um voo especial com familiares das 51 vítimas de nacionalidade espanhola já confirmadas.

Sobre o acidente, os responsáveis da Lufthansa confirmaram que «não houve nenhum pedido de ajuda» do A320 e que ainda não foi encontrada a segunda caixa negra.
 

«Estamos convencidos que vamos encontrar a segunda caixa negra nos próximos dias e que vamos encontrar as respostas a todas as perguntas».


Segundo Carsten Spohr, o atraso de cerca de 30 minutos na hora da partida do voo não está relacionado com a queda do avião em Seyne-les-Alpes.
 

«Não há nenhuma relação entre o atraso e o acidente. Era uma questão de congestionamento do aeroporto [de Barcelona]».


Os responsáveis da companhia aérea alemã falaram com os familiares das vítimas e garantiram estar num «estado de choque profundo» com este acidente «incompreensível».
 

«Foi difícil estar ali… Foi uma reunião emocional e mostrou-nos que este acidente provocou uma dor imensa (…) A prioridade a seguir será descobrir o que aconteceu e assegurar que isto nunca mais aconteça».