O percurso previsto para o furacão Irma, que entretanto reduziu para categoria 3modificou-se. O "olho" do furacão, com ventos de 215 quilómetros por hora, está a dirigir-se para o sudoeste da Flórida, nomeadamente para a região de Tampa, onde deverá tocar terra durante a manhã de domingo, numa trajetória que o afasta de Miami. A informação é avançada pela agência Associated Press, que cita o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Tampa é uma cidade localizada na costa oeste da Flórida, no condado de Hillsborough, do qual é sede. Desde 1921, que a área da Baía de Tampa não é atingida por um grande furacão.

A nova trajetória do Irma representa uma mudança significativa nas previsões que, nos últimos dias, faziam acreditar que o “olho” do furacão iria atingir a área metropolitana de Miami habitada por seis milhões de pessoas, sendo que a cidade tem uma população total de 440 mil habitantes.

Durante a tarde de domingo, o furacão deverá seguir ao longo da costa sudoeste da Flórida. No entanto, todo o estado sentirá os efeitos do fenómeno.

O meteorologista Dennis Feltgen, porta-voz do Centro Nacional de Furacões, disse que Miami não levará com o maior impacto do furacão, mas que ainda vai enfrentar "condições que ameaçam a vida".

O corte de eletricidade é uma das principais preocupações dos residentes e das autoridades da Flórida, que reforçaram o dispositivo das empresas do setor. A Florida Power Light, uma das principais do estado, espera que cerca de 4,1 milhões de clientes possam ficar sem luz devido ao furacão.

Sete milhões de pessoas devem ser retiradas na Flórida

As autoridades da Florida recomendaram a retirada de sete milhões de habitantes, um terço da população do estado, devido à passagem do furacão pela região.

A divisão de gestão de emergências do estado da Florida anunciou este sábado que as autoridades tinham emitido uma combinação de ordens de saída obrigatória e voluntária a 5,6 milhões de residentes, mas o número subiu, entretanto, à medida que o furacão girou para ocidente.

A dimensão e a trajetória da tempestade levaram os responsáveis a ordenar evacuações em ambas as costas da Florida, incluindo alguns dos centros populacionais do estado. A Florida é o terceiro maior estado norte-americano, com cerca de 21 milhões de habitantes.

Outras 540 mil pessoas deverão sair na parte leste do estado de Geórgia. Na Carolina do Sul, uma ordem de evacuação obrigatória foi emitida para oito ilhas-barreira, incluindo a ilha de Hilton Head, a ilha mais populosa, com cerca de 40 mil habitantes.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos já realçou que, apesar de ter perdido força, o Irma deverá voltar a subir de categoria à medida que se aproxima da Flórida e que ainda se trata de um fenómeno meteorológico extremamente perigoso.

O furacão tinha perdido força na manhã de sexta-feira, baixando à categoria 4, mas ao final do dia voltou a subir para a categoria 5, a máxima na escala Saffir-Simpson.

Neste momento, o Irma avança pelo norte de Cuba, onde tocou terra, na noite de sexta-feira, no arquipélago de Camagüey.

O Irma é a mais forte tempestade alguma vez gerada no Atlântico e deixou um rasto de destruição nas Caraíbas. Há pelo menos 21 mortos.

Estima-se que 1,2 milhões de pessoas tenham já sido afetadas por esta tempestade. A Cruz Vermelha teme que o número possa aumentar acentuadamente para 26 milhões.  

Além do Irma, há outros dois furacões que se movimentam no Oceano Atlântico: o furacão Jose e o Katia.

O Jose mantém a categoria de intensidade 4.

Já em relação ao furacão Katia, este perdeu intensidade e tocou terra na sexta-feira à noite no México, com categoria 1. O Katia converteu-se em tempestade tropical, com ventos até 70 quilómetros por hora, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos estima que o Katia sofra “um rápido enfraquecimento” e se dissipe ainda este sábado.