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Apesar da tenra idade, Usaid admitiu que se juntou ao Estado Islâmico de livre vontade.

«Eles [estado Islâmico] convenceram-me de que os xiitas eram infiéis e que os tínhamos de matar», afirmou ao jornal norte-americano.

Mas quando foi tornado criança-soldado, Usaid arrependeu-se da sua decisão e queria fugir às mãos dos rebeldes. O rapaz tinha duas opções, que lhe te tinham sido colocadas pelos jihadistas mais velhos: ou ia lutar lado a lado com os guerrilheiros do grupo ou podia tornar-se bombista suicida.

«Escolhi ser bombista suicida. Se tivesse escolhido lutar e render-me às forças de segurança eles podiam matar-me», explicou.

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Quando entrou na mesquista, vestido com o colete, Usaid terá aberto o casaco e avisado que tinha uma bomba.

«Tenho um colete suicida, mas não me quero fazer explodir», terá dito.

A história de sobrevivência de Usaid está a torna-se bastante mediática no Iraque, uma vez que representa uma mensagem de esperança face à violência e à mortandade que tem assolado a Síria e o Iraque.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, o Estado Islâmico matou, só nos últimos seis meses  na Síria, cerca de 1878 pessoas, a grande maioria civis (1175).