Notícia atualizada às 20:37

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) reivindicou, esta quinta-feira, a vitória nas eleições gerais de 15 de outubro em Moçambique e disse que não reconhece os resultados eleitorais, anunciou o porta-voz do partido.

Em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Maputo, António Muchanga denunciou aquilo que considera ser várias irregularidades que interferiram no processo eleitoral.

A conferência de imprensa realizou-se depois de terem sido divulgados os primeiros resultados das eleições gerais moçambicanas, que colocam o candidato presidencial da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), Filipe Nyusi, na liderança da contagem, com 60,69%, quando estavam apuradas apenas 8,55% das mesas de voto.

Por sua vez a Frelimo considera que as eleições gerais decorreram «de forma ordeira, pacífica e transparente» e que as denuncias de alegadas irregularidades feitas pela Renamo «não põem em causa, no cômputo geral, o decurso normal deste processo».

«Para a Frelimo, o processo decorreu de forma ordeira, pacífica e transparente. Os moçambicanos demonstraram muita maturidade neste processo», disse à Lusa Damião José, porta-voz da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido no poder.

«Algumas tentativas de perturbação do processo protagonizados por alguns cidadãos de má-fé nalguns pontos do país, no caso concreto de Angoche e Tsangano, em Tete, não põem em causa, no cômputo geral, o decurso normal deste processo», acrescentou.