O presidente francês Francois Hollande condenou aquilo que considera ser um “comportamento escandaloso” dos ativistas que se envolveram este domingo em confrontos com a polícia em Paris, numa manifestação na véspera da cimeira sobre as alterações climáticas.

“Estes elementos disruptivos não tem nada a ver com os defensores do ambiente”


“É duplamente lamentável, até escandaloso que isto tenha acontecido na Praça da República, onde foram deixadas flores e velas em memória dos que foram mortos pelos terroristas” a 13 de novembro, acrescentou.

A polícia deteve mais de duas centena de manifestantes, segundo a agência noticiosa France Presse.

“São pequenos grupos violentos que atacaram a polícia com projéteis, como velas, e até mesmo com uma bola de bowling", disse o chefe de polícia de Paris, Michel Cadot, acrescentando que nenhum dos manifestantes ou elementos das forças de segurança policiais ficaram feridos. 

Muitos dos manifestantes estavam encapuzados e vários arremessaram projéteis. A polícia respondeu com gás lacrimogéneo. 

Os manifestantes gritavam: "não nos tirarão o direito de nos manifestarmos". 
  
A proibição de manifestações em toda a França foi imposta na sequência dos atentados terroristas que mataram 130 pessoas. 

O protesto desta tarde faz parte de cerca de dois mil eventos em todo o mundo contra o aquecimento global, que acontecem um dia antes da cimeira do clima, que vai decorrer na capital francesa.

A marcha pelo clima tinha sido cancelada em Paris e em substitituição os manifestantes organizaram-se e enviaram  alguns  milhares de pares de sapatos, que cobriam a praça La République, numa ação simbólica de representação dos ambientalistas e cidadãos que se juntaram à causa.