François Hollande afirmou nesta quarta-feira que não é só a Grécia que tem de desejar a permanência na zona euro e sim todos os países da moeda única, considerando que o momento é de diálogo e não de vetos ou “declarações intransigentes”.
 
“É nosso dever manter a Grécia na zona euro. Isso depende da Grécia mas também depende de nós. Como europeu não quero a desarticulação da zona euro, não faço declarações intransigentes e não estou para divisões brutais”, disse François Hollande, citado pela Reuters, sem dizer a quem se referia.
 
“Acredito que temos de procurar chegar a um acordo, a uma negociação, a um entendimento. Mas para isso é preciso que todos estejam em sintonia. E a França está a lutar por isso”, garantiu.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, prepara-se para aceitar a proposta dos credores que estava em cima da mesa no fim-de-semana passado, com algumas alterações, segundo uma carta que o governante enviou na terça-feira à noite aos líderes europeus, a que o Financial Times teve acesso. 

No entanto, esta nova posição não está a convencer alguns parceiros europeus, nomeadamente a Alemanha. De acordo com a AFP, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, garantiu que  "antes do referendo [de domingo], não haverá acordo".