O Papa alertou, na cerimónia da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma, para "a tentação que existe sempre" de a Igreja de "se fechar em si mesma perante os perigos".

"A esta imagem, podemos unir o símbolo das chaves, que Jesus promete a Simão Pedro para que possa 'abrir' a entrada do reino dos céus e não 'fechá-lo' às pessoas", disse Francisco, na cerimónia celebrada na basílica de São Pedro.

Na cerimónia, na basílica de São Pedro, Francisco lembrou a primeira comunidade cristã sujeita a "atrozes, desumanas e inexplicáveis perseguições, infelizmente ainda hoje presentes em tantas partes do mundo", sublinhando "a tentação que existe sempre para a Igreja: a de fechar-se em si mesma perante os perigos".

Nesta situação, Francisco recomendou a oração, que permite "abrir uma via de saída: do encerramento à abertura, do medo à valentia, da tristeza à alegria". "E podemos acrescentar: da divisão à unidade", disse.

Nesta missa participou a delegação enviada pelo patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I.

Na cerimónia, o Papa entregou o pálio - uma faixa de lã branca com seis cruzes pretas que se coloca sobre os ombros e cai sobre o peito - aos novos 25 arcebispos metropolitas de todo o mundo, incluindo quatro brasileiros.

Além dos brasileiros - Roque Paloschi, de Porto Velho (Rondônia), Zanoni Demettino Castro, de Feira de Santana (Bahia), Rodolfo Luís Weber, de Passo Fundo (Rio Grande do Sul), Darci José Nicioli, da Congregação do Santíssimo Redentor de Diamantina (Minas Gerais) - os restantes 21 arcebispos são oriundos de França, Equador, Estados Unidos, Antilhas, Itália, Espanha, Bélgica, Turquia, Cuba, México, Polónia, Ilhas Salomão, Myanmar (antiga Birmânia) e Benim.

Em 2015, Francisco decidiu que o pálio será apenas entregue e não colocado pelo Papa. A imposição do pálio passa a ser realizada nas respetivas arquidioceses pelo núncio apostólico do país.