O Papa Francisco agradeceu esta terça-feira, através da sua conta no Twitter, «a magnífica receção» que recebeu no Rio de Janeiro, onde chegou na segunda-feira para participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre outros compromissos.

«Obrigado! Obrigado! Obrigado a todos vocês e a todas as autoridades pela magnífica receção em terras cariocas», escreveu o papa Jorge Mário Bergoglio esta terça de manhã, depois de ter passado a sua primeira noite no Rio de Janeiro.

«Hoje começámos uma semana maravilhosa no Rio. Que seja uma ocasião para aprofundar a nossa amizade com Jesus Cristo», escreveu o papa argentino.

O Papa Francisco preside, a partir de hoje e até domingo, às 28ª Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro, onde são esperados cerca de 1,5 milhões de jovens peregrinos de todo o mundo.

Esta é a primeira vez que o jesuíta argentino, de 76 anos, vai pisar o solo do Novo Mundo desde que sucedeu em março a Bento XVI na chefia da Igreja católica, minada por escândalos de pedofilia.

No Brasil, o maior país católico do mundo, Francisco vai tentar revigorar uma Igreja enfraquecida pela forte presença das Igrejas evangélicas pentecostais, muito ativas nas grandes cidades e subúrbios pobres.

Durante esta visita, o Papa, forte crítico da «tirania do dinheiro» e das elites irresponsáveis, vai visitar uma favela, uma unidade hospitalar para toxicodependentes de crack e reclusos.

Na segunda-feira, Francisco foi recebido por autoridades brasileiras, entre as quais a Presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Guanabara, sede do Governo do Rio de Janeiro.

Cerca de 1.500 pessoas manifestaram-se, na noite de segunda-feira, próximo do Palácio da Guanabara, mas o papa já não se encontrava no local na altura.

A polícia reagiu contra os manifestantes com gás lacrimogéneo e jatos de água, e os confrontos provocaram quatro feridos, tendo sido presas sete pessoas por posse de material explosivo e desacato à autoridade durante a manifestação.

O Papa visita o Santuário de Aparecida, entre o Rio e São Paulo, na quarta-feira, para rezar à santa padroeira do Brasil.

Na quinta-feira, depois de receber as chaves da cidade e benzer a bandeira dos Jogos Olímpicos de 2016, numa cerimónia em que estarão presentes os futebolistas Pelé e Neymar, o papa visita a Varginha, uma favela pacificada do Complexo de Manguinhos, numa das zonas mais pobres e perigosas do Rio.

Francisco, que declarou querer «uma Igreja pobre para os pobres», vai encontrar-se com residentes.

No mesmo dia, realiza-se a festa de abertura das JMJ na praia de Copacabana. As autoridades brasileiras esperam entre 1,5 e dois milhões de jovens.

Na sexta-feira, o Papa encontra-se com reclusos, e também com alguns dos peregrinos jovens das JMJ, antes de percorrer um grande calvário também na praia de Copacabana.

No sábado, realiza-se uma vigília de oração no «campus fidei» (terra de fé) de Guaratiba, um imenso terreno preparado para esta ocasião, a cerca de 40 quilómetros a oeste do Rio.

No domingo, o Papa celebra a missa de encerramento das JMJ, regressando ao Vaticano. A agenda do Papa sintetizada pela Lusa.