Pelo menos um homem com uma espingarda  Kalashnikov abriu fogo, esta segunda-feira, em Castellane, Marselha, França. Os tiros foram ouvidos pelas 10:30 da manhã. 

O homem terá aberto fogo sobre a polícia, de acordo com a Reuters. Segundo o «Le Fígaro», Pierre-Marie Bourniquel, chefe da polícia local, foi um dos visados no ataque. Invólucros de bala foram encontrados a poucos metros da sua viatura. 

Não há, neste momento, conhecimento de feridos. De acordo com a France Presse, os tiros terão sido «atirados para o ar». 

A polícia de elite já está no local e um helicóptero sobrevoa a zona. Testemunhas no local afirmam parecer «um ambiente de guerra», com a polícia armada com escudos e metralhadoras. 

 
Também foram tomadas medidas de segurança acrescidas nas escolas. A «Radio France» mostra uma foto em que surgem os pais de um colégio próximo a tentar recuperar os filhos. A escola está fechada e os alunos em segurança no interior, guardados pela polícia. A creche já foi evacuada.
 
O «Le Fígaro» acrescenta que se trata de um grupo ou dois, de cinco a dez pessoas, citando uma fonte policial local. Desconhece-se se o assunto tem alguma relação com os ataques terroristas do mês passado.  Uma abordagem inicial desconfia de que se trate de um ajuste de contas relacionado com o tráfico de droga de cocaína e canábis crescente na cidade, mas, nenhuma hipótese parece estar descartada. 

O primeiro-ministro, Manuel Valls, tem uma visita agendada a Marselha esta segunda-feira. Durante os próximos dias, os ministros do Interior e da Educação também farão visitas àquela cidade. Depois de alguns episódios de violência e delinquência no passado, foi criada uma task force ministerial para permitir a requalificação urbana de Marselha e outras duas cidades. Coincidência ou não,o ataque acontece no momento em que Valls vai a Marselha falar do tema, recorda a «France Bleu». 
 
 

Os ataques terroristas em Paris, ao jornal «Charlie Hebdo» e a um supermercado judaico, ocorreram há precisamente um mês. Depois dessa data, o nível de segurança foi elevado em França e o governo declarou «guerra ao terrorismo», com reforço de meios humanos e monetários para o combate ao jihadismo e ao Estado Islâmico.