Pode ser uma janela de oportunidade e uma porta ao diálogo, e a mensagem chegou esta manhã da Rússia: os Estados Unidos da América (EUA) vão querer manter um diálogo com o país sobre a estabilidade estratégica, depois dos ataques com mísseis contra a Síria, dizem as agências noticiosas russas, citando o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Há todas as razões para acreditar que, depois dos ataques dos EUA à Síria, os norte-americanos estarão ansiosos por um diálogo estratégico", disse Vladimir Ermakov, chefe do departamento de não-proliferação e controle de armas do ministério russo, noticia a Reuters.

 "Não se pode dizer que os americanos não demonstrem o desejo de conduzir um diálogo estratégico", disse, acrescentado que "a administração dos EUA há pessoas específicas com quem é possível conversar."

Os EUA, França e Reino Unido conduziram ontem um ataque a centros estratégicos, na Síria, onde haveria armas químicas. Após o ataque, administração de Donald Trump ameaçou voltar a atacar a Síria se forem outra vez usadas armas químicas.

Os norte-americanos garantem que os aliados destruíram o coração do armamento químico da Síria. A Rússia insiste que os sírios não têm esse tipo de armas. Um aviso feito no rescaldo da operação militar conjunta tripartida.

Ainda no sábado, o Conselho de Segurança das Nações Unidos, reunido de emergência, rejeitou uma resolução apresentada pela Rússia que condenava os ataques norte-americanos, ao não garantir os nove votos necessários para a aprovação. Rússia, China, dois membros permanentes do Conselho de Segurança (CS), e a Bolívia, membro não permanente, votaram pelo texto, oito países votaram contra e quatro abstiveram-se.