Contados todos os votos em França, a Frente Nacional é a grande derrotada da segunda volta das regionais. O partido de extrema-direita de Marine Le Pen não terá conseguido vencer em nenhuma região, depois de na primeira volta ter conseguido seis das 13 regiões, e surge agora como o terceiro partido mais votado. Ainda assim, o partido conseguiu uma votação recorde.

De acordo com a imprensa internacional, os Republicanos de Nicolas Sarkozy constituem a força política mais votada e logo depois surge o Partido Socialista do presidente François Hollande.

A direita (Republicanos e aliados) conquistou sete das 13 regiões, incluindo Paris, enquanto a esquerda conseguiu cinco. 

Derrota mas com uma votação recorde. A Frente Nacional conseguiu, segundo o Le Monde, mais de cinco milhões de votos, um número muito idêntico ao da primeira volta. E que só não teve tanto peso no final das contas por causa do aumento da taxa de participação, que passou de 50,08% para 58,53%.
 
Na região norte, onde a própria Marine Le Pen era candidata, os Republicanos conseguiram 57,77% dos votos contra 42,23% da Frente Nacional.

Um cenário idêntico verificou-se no sudeste, onde outra Le Pen era candidata. Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine Le Pen, reuniu 45,22% dos votos, perdendo para o candidato do centro-direita que conseguiu 54,78% dos votos.

A participação aumentou em todas as regiões. Segundo o Le Monde, a taxa de afluência chegou perto dos 60%, bem mais do que os 49,9% da primeira volta.  O que pode estar relacionado com o "choque" - palavra usada pela imprensa francesa - provocado pelos resultados da primeira volta. 
 

Valls diz que o perigo ainda não desapareceu


Apesar da derrota, Marine Le Pen reagiu aos resultados sublinhando que a força da Frente Nacional é imparável. Ela que, horas antes, tinha acusado os conservadores e os socialistas de terem feito uma campanha de insultos, calúnias e injúrias contra si.

"Ninguém nos pode parar agora", disse a líder do partido de extrema-direita. 


O primeiro-ministro francês Manuel Valls também reagiu, logo após serem conhecidas as primeiras projeções, afirmando que apesar de a Frente Nacional ter saído derrotada, não há margem para o país sentir alívio ou triunfalismo. "O perigo não desapareceu", defendeu. 

"Hoje, não há espaço para o alívio ou triunfalismo. O perigo representado pela extrema-direita não desapareceu."