O último francês que tinha sido feito refém para ser trocado por um resgate foi libertado esta terça-feira, anunciou o Presidente François Hollande. Trata-se de Serge Lazarevic, de 50 anos, raptado no Mali a 24 de Novembro de 2011, pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico.

«Não há mais nenhum refém francês, em nenhum país do mundo», congratulou-se Hollande, ao fazer o anúncio. Serge Lazarevic, que tem dupla nacionalidade, sérvia e francesa, «está relativamente bem de saúde» e «será rapidamente repatriado», disse o Presidente francês, em comunicado citado pelo jornal «L’Express». A libertação de Lazarevic resulta de «esforços intensos» do Níger e do Mali, diz ainda o comunicado de imprensa do Palácio do Eliseu.

 
O Primeiro-ministro francês também se congratulou com a libertação de Serge Lazarevic, expressando a satisfação através da rede social Twitter. «É uma longo calvário que chega ao fim, uma vida que recomeça», afirmou Manuel Valls. 

 

Lazarevic tinha dirigido uma empresa de segurança em França, e depois foi capataz numa companhia de construção, refere o jornal francês «Sud Ouest». Este homem de 1,98 metros e 120 quilos, na altura da captura, fazia uma viagem de negócios quando foi raptado, no Mali.

Outro refém raptado com Lazarevic, Philippe Verdon, foi encontrado morto, com uma bala na cabeça, em 2013. Lazarevic estaria nas mãos do mesmo grupo que matou os jornalistas Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Radio France Internacional, em Novembro de 2013, quando estavam em reportagem em Kidal, no Nordeste do Mali.

Lazarevic apareceu a 3 de Junho num vídeo divulgado pela televisão Alaan, do Dubai, em que dizia estar doente e apelava a François Hollande que intercedesse para que fosse libertado.

A França tem sido alvo de críticas por pagar resgates pelo menos por alguns dos cidadãos que são feitos reféns. Os Estados Unidos e outros países que se recusam a pagar consideram que essa política não só incentiva os raptos, como financia as atividades terroristas de grupos como a Al-Qaeda.