Os irmãos Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal satírico «Charlie Hebdo» que provocou 12 mortos e 11 feridos, na quarta-feira, em Paris, aparentemente não sabiam que um quarto homem, para além do gerente da unidade, se encontrava na fábrica em que se barricaram na localidade de Dammartin-en-Goële.
 
De acordo com o repórter do jornal «Le Figaro», que se encontra no local, os fugitivos, que foram abatidos esta sexta-feira pela polícia, no momento em que saíram da unidade fabril, aos tiros, não sabiam que um homem estava escondido no edifício em que tinham investido.
 
A família de Lilian Lepère, o designer gráfico de 26 anos que estava escondido na fábrica que foi cercada durante várias horas pela polícia, tentou contactar a família entre as 9:00 e as 11:00 desta sexta-feira, mas em vão.
 

O pai, muito angustiado, recebeu finalmente um SMS de filho que dizia: «Estou escondido no primeiro andar. Julgo que eles mataram toda a gente. Digam à polícia para intervir».


Três suspeitos dos ataques terroristas dos últimos dois dias, em Paris, foram mortos pela polícia esta sexta-feira, pouco depois das 16:00 (17:00 em Paris). Fonte governamental assegurou à Reuters que os irmãos Kouachi estão mortos. Também o presidente da Câmara de Dammartin-en-Goële, onde se encontra a fábrica onde eles estavam barricados, confirmou o mesmo. O outro suspeito abatido é Amedy Coulibaly, que se barricou num supermercado, em Paris.