A criação de centros de acolhimento para migrantes e refugiados nas fronteiras da Europa é uma “condição prévia” à repartição obrigatória de pelo menos 200.000 migrantes pedida pelas Nações Unidas, considerou esta sexta-feira o primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

“Para que a repartição obrigatória seja aceite e possível é claro que é preciso uma condição prévia: é a criação (…) de centros de acolhimento.”


O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, pediu à União Europeia para acolher pelo menos 200.000 requerentes de asilo, defendendo que todos os estados-membros deviam ter a obrigação de participar neste programa. 

"As pessoas que fazem um pedido de proteção válido (…) devem de seguida beneficiar de um programa de reinstalação em massa, com a participação obrigatória de todos os estados membros da União Europeia. Uma estimativa bastante preliminar parece indicar a necessidade de aumentar as oportunidades de reinstalação até 200.000 lugares”, escreveu António Guterres em comunicado. 

Mais de 300.000 pessoas atravessaram o Mediterrâneo desde o início do ano, e mais de 2.600 morreram por realizarem esta viagem, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.