Dois dos homens-bomba que se fizeram explodir junto ao Stade de France, no dia 13 de novembro, em Paris, passaram juntos por um posto de controlo fronteiriço de refugiados na Grécia, a 3 de outubro, onde as autoridades lhes recolheram as impressões digitais. A informação foi divulgada esta sexta-feira pelo Procurador de Paris, François Molins, em conferência de imprensa, após a identificação oficial do segundo dos três homens-bomba.

Fontes de contrainteligência e da polícia disseram esta semana, à agência Reuters, que o “kamikaze” do Stade de France, identificado a partir de um passaporte sírio encontrado perto do corpo, pode ter tido um cúmplice que com ele viajou pelos Balcãs em direção à Europa Ocidental.

O jornal francês “Le Figaro” recorda que perto do corpo de um homem-bomba, no Stade de France, foi encontrado o passaporte de um sírio nascido a 10 de setembro de 1990,  Ahmad Al-Mohammad. Mas os investigadores acreditam que este é um documento que não pertence a um jihadista, diz agora ao "Le Figaro" uma fonte próxima do caso. A polícia francesa fez um apelo a eventuais testemunhas para tentar identificá-lo.

A ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira, disse a 15 de novembro que o passaporte era falso, levantando dúvidas sobre a relação entre o passaporte sírio e os terroristas. 

O terceiro homem-bomba do Stade de France é Bilel Hadfi, francês nascido a 22 de janeiro de 1995, residente na Bélgica.