Um pouco por toda a França, e por todo o mundo, mais de 100 mil pessoas saíram à rua para apoiar o jornal satírico «Charlie Hebdo», as vítimas e as suas famílias.

As concentrações são espontâneas e não autorizadas, e pretendem também reivindicar a liberdade de imprensa, e os valores da democracia e República. 

Com o nível de alerta de segurança, do Plano Vigipirate, elevado ao máximo, em Paris e na Ilha de França, estão proibidas qualquer tipo de concentrações, uma vez que torna estas pessoas alvos fáceis para os potenciais criminosos. Mas isso não impediu que as principais praças francesas se enchessem de pessoas, que se juntaram ao movimento «Je Suis Charlie».

Em Paris, o Sindicato nacional de jornalistas convidou os cidadãos a reunirem-se às 17 horas locais na Praça da República, e a onda de solidariedade que ali se concentrou foi enorme.
  Nantes, Besançon, Toulouse, Lille, Estrasburgo, Nîmes, Bordéus, Montpellier, Lyon, Rennes, Marselha, Toulouse, Cannes e Limoges são outras regiões francesas onde as ruas se preencheram de protestos idênticos.

Além fronteiras, em cidades como Londres, Nova Iorque, Montreal, Rio de Janeiro e  São Paulo,  fez-se ouvir a mesma mensagem.