O encontro dos líderes da Liga Árabe, que se reuniram no fim de semana em Sharm el-Sheik, no Egito, acordou em criar uma força militar árabe. O anúncio foi feito pelo presidente anfitrião, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi, na sequ~encias das ameaças «sem precedentes» na região.
 
A crise no Iémen, que levou o presidente Hadi a exilar-se na Arábia Saudita no final da semana passada, precipitou o encontro, mas a ofensiva jihadista a países como o Iraque, a Síria e a Líbia também estiveram em cima da mesa.
 
Mas, essa ação militar concertada ainda pode levar meses a ser posta em prática.
 
A prioridade passa agora pela reposição da situação política no Iémen. Por agora, uma coligação de dez nações árabes, lideradas pela Arábia Saudita, tem efetuado ataques aéreos aos rebeldes iemenitas.
 
A dita força a ser criada pode vir a juntar 40 mil tropas de elite dos vários países árabes, mais todo o material logístico aéreo, náutico e terrestre, mas é pouco provável que venha a ser composta por membros dos 22 países do «mundo árabe», como refere a BBC. Desde logo, porque o Irão se manifestou contra a intervenção da Arábia Saudita no Iémen, que por seu turno, devolve as acusações. O próprio presidente iemenita acusou Teerão, no sábado, de apoiar os rebeldes hutis que querem tomar o poder no país.