Pelo menos 300 pessoas foram retiradas esta terça-feira da localidade síria de Madaya, noroeste de Damasco, cercada pelo exército e pelo grupo xiita libanês Hezbolah, informou o diretor do Observatório sírio de Direitos Humanos, Rami Abderrahman.

A mesma fonte adiantou que há mais 400 pessoas doentes que necessitam de receber tratamento urgente e que esperam ser retiradas em breve.

A ONU informou segunda-feira à noite que centenas pessoas deveriam ser retiradas de Madaya porque podem morrer.

Nesse sentido, as Nações Unidas fizem um pedido ao governo sírio para que permita a retirada destas pessoas de Madaya, a cidade onde 28 pessoas morreram de fome desde dezembro, de acordo com os Médicos Sem Fronteiras.
 
O embaixador da ONU, Roman Oyarzun, referiu que 400 estão “em situação muito crítica”.
 
O responsável da ONU acrescentou que, “se essas pessoas não forem retiradas até hoje à noite, amanhã teremos uma situação mais do que crítica”
 
Em Madaya, há relatos de que as pessoas estão a comer erva e a matar gatos para não morrerem à fome.

O cerco à cidade e os "terroristas" que roubam ajuda, deixaram 40 mil habitantes à fome. 

Esta semana, dezenas de camiões da ONU conseguiram passar o cerco para levar comida, leite de bebé e cobertores.