Depois de, em outubro, a Califórnia ter sido fortemente afetada pelos incêndios, que provocaram um número histórico de mortes, o estado norte-americano está, novamente, a ser consumido pelas chamas.

As imagens e vídeos que estão a circular nas redes sociais são fortes, violentas e ilustram bem a rapidez com que as chamas estão a lavrar os milhares de hectares da zona. 

 

 

No total, são quatro os incêndios ativos, sendo que o de maiores dimensões é "Thomas Fire", no Condado de Ventura, que já carbonizou mais de 95 mil hectares - o equivalente a cerca de três vezes a cidade de Lisboa -, desalojou 200 mil pessoas, destruiu cerca de 150 edifícios e obrigou ao encerramento da estrada 101 - a principal rota costeira a norte de Los Angeles - entre Ventura e Santa Bárbara. 

 

 

Dezenas de escolas fecharam as suas portas esta quinta-feira, mas um dos responsáveis escolares do distrito referiu que espera que, na segunda-feira, tudo regresse à normalidade, se existirem condições que o permitam. 

Isso só acontecerá se uma série de fatores estiverem no lugar e que seja garantida a saúde e a segurança dos nossos alunos e funcionários", disse em comunicado, o Superintendente do Distrito Escolar Unificado Ventura, Dave Creswel. 

De acordo com a imprensa internacional, o incêndio, que deflagrou na terça-feira, está a ser atiçado pelos ventos de "Santa Ana" que sopram do deserto da Califórnia, e cujas rajadas atingem os 115 quilómetros por hora. 

O Serviço Meteorológico Nacional, que alertou para o risco de "crescimento muito rápido do fogo", referiu, contudo, que os ventos poderiam vir a diminuir de sexta-feira para sábado. 

Relativamente aos restantes incêndios, até ao momento, o "Creek Fire" já destruiu 30 casas, engoliu 4 mil e 800 hectares e forçou à evacuação de 2 mil e 500 casas e lares.  

Já o "Rye Fire", apesar das menores dimensões, já ameaçou mais de 5.000 casas e estruturas, a noroeste de Los Angeles. 

O "Skirball Fire" entrou em erupção na quarta-feira e foram os ventos devastadores que ajudaram a conduzir o fogo até a colina, onde está, neste momento, a ameaçar casas e populações. 

 

 

 

 

Segundo os especialistas locais, os ventos fortes são normais nesta altura do ano. No entanto, é a quantidade enorme de vegetação seca existente, provocada pela falta de chuva nesta altura do ano no sul da Califórnia, que torna estes incêndios intensos e descontrolados.