“O primeiro-ministro decidiu que, nesta fase, ninguém será colocado na sua residência de Kempele”, disse à agência France Presse o chefe da segurança governamental, Jari Ylitalo.

A promessa feita em setembro terá tornado a casa “demasiado exposta” para acolher uma família de refugiados. De acordo com a imprensa finlandesa, há preocupações de que, com a chegada dos novos hospedes, a casa se torne alvo de manifestantes anti-imigração.

 

O primeiro-ministro, um antigo empresário que dirige o Governo desde maio, prometeu em setembro, numa intervenção na televisão estatal, receber refugiados na sua casa de campo, em Kempele, cerca de 500 quilómetros a norte de Helsínquia.

 

Este domingo, o primeiro-ministro voltou a referir o assunto e disse que a oferta continuava de pé, assim que as condições de segurança permitissem o acolhimento de uma família.

 

Cerca de 32 mil pessoas pediram asilo na Finlândia só em 2015. O Governo prevê deportar 20 mil.