O Governo finlandês está a estudar um plano para dar a cada cidadão 800 euros mensais, livres de impostos, como renda básica, substituindo os atuais benefícios sociais, como pensões ou subsídios de desemprego. A intenção é simplificar o sistema de segurança social, como sublinha a própria primeira-ministra, Juha Sipila.

A agência Bloomberg fez as contas e, se avançar, a medida vai custa aos cofres do Estado finlandês cerca de 52,2 mil milhões de euros por ano.

A implementação da medida seria precedida por um período piloto, durante o qual seria feito o pagamento de 550 euros por mês, mantendo algumas das atuais prestações sociais. A decisão de aplicar ou não a proposta que está em cima da mesa deve ser tomada em novembro de 2016.

De acordo com o jornal britânico The Independent, uma sondagem do Instituto de Segurança Social finlandês indica que a proposta de uma renda básica conta com o apoio de 69% da população.

A Bloomberg diz que a proposta parece, para já, irrealista e sublinha que a Finlândia tem uma das mais frágeis economias da União Europeia. O país está em recessão desde meados de 2012 e não demonstra tendência de crescimento económico. O setor da celulose, um dos principais do país, está em declínio e o setor tecnológico sofreu um duro revés, depois de a Nokia ter perdido a liderança do mercado de telemóveis.