O líder dos dissidentes da ex-guerrilha colombiana das FARC, acusado do homicídio de uma equipa de jornalistas na fronteira entre o Equador e a Colômbia, será capturado "morto ou vivo", garantiu o Presidente colombiano.

O líder do grupo dissidente da antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Walter Artizala, conhecido como Guacho "vai cair, cedo ou tarde, cairá", sublinhou Santos, no domingo.

"Já o disse ontem [sábado] ao Presidente Moreno. Guacho está numa lista de objetivos de alto nível. Nenhum criminoso inscrito nesta lista está vivo, ou então está na prisão", declarou.

Juan Manuel Santos afirmou, durante uma reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), ter feito esta promessa ao homólogo do Equador, Lenin Moreno, depois de ter sido informado de que o assassínio de uma equipa de três homens do diário equatoriano El Comercio, dois jornalistas e um motorista, tinha aparentemente ocorrido do lado colombiano da fronteira.

"O ministro da Defesa disse-me que, de acordo com fontes da segurança, confirmava-se que os corpos se encontravam do lado colombiano (...) o que deixa supor que foram assassinados na Colômbia", indicou.

Militares colombianos e equatorianos lançaram uma vasta operação na região florestal na fronteira entre os dois países contra os guerrilheiros dissidentes.

A zona de Tumaco, conhecida pela forte densidade de culturas de coca, é o centro das operação militares do lado colombiano.

Os equatorianos destacaram 550 agentes policiais e militares, apoiados por helicópteros, um avião e tanques.

O principal alvo é Guacho, um equatoriano de cerca de 30 anos, que lidera um grupo dissidente das antigas FARC, a frente Oliver Sinisterra, com 70 a 80 homens, e acusado de estar implicado no tráfico de cocaína para os Estados Unidos.

As ex-FARC desmobilizaram e depuseram as armas nos termos do acordo de paz assinado com o Presidente Santos. A antiga guerrilha transformou-se em partido político, a Força Alternativa Revolucionária Comum/FARC.

O Presidente colombiano admitiu que os cartéis de droga mexicanos eram influentes na zona onde os jornalistas foram assassinados.

"Os cartéis mexicanos, que estão muito presentes, veem que uma das suas principais fontes de fornecimento de cocaína está prestes a secar e é por isso que estão a tentar criar violência", declarou.

O jornalista Javier Ortega, de 32 anos, e o fotógrafo Paul Rivas, de 45, bem como o motorista Efrain Segarra, de 60, sequestrados a 26 de março, foram abatidos a tiro enquanto estavam acorrentados, de acordo com fotografias difundidas pelos sequestradores.