Jeane e Paul Briggs, casados há 38 anos, têm 34 filhos, mas apenas cinco são biológicos, os outros são adotados. Vêm de diferentes continentes e têm necessidades especiais.

Depois de Jean sofrer um aborto natural em 1985, surgiu a vontade de abraçar a adoção. Inicialmente, os Briggs tentaram adotar crianças nos Estados Unidos, mas as suas pretensões chocaram com a burocracia do país.
 

Os novos membros da família, todos com problemas de saúde que dificultavam a sua adoção - lábio leporino, escoliose, problemas renais ou cardíacos, cancro ou poliomielite -, vieram da Rússia, Ucrânia, México, Bulgária e Gana.

O primeiro foi Abraham, um menino de dois anos, hoje com 31, cego e com lesões várias no corpo e cérebro devido a um brutal espancamento. Jean era voluntária num orfanato mexicano e a imagem marcou-a de tal forma, que, depois de falar com o marido, não restaram dúvidas de que o queriam adotar.
 

Os elementos mais recentes da família são dois bebés ganeses, dois meninos com problemas ortopédicos, um sem pernas e mãos e o outro sem um pé.

Esta família distingue-se pela enorme generosidade e amor. Só em comida, estes pais gastam mais de 42 mil euros por ano. O emprego de Paul permite alimentar este sonho de uma grande família.

Com uma descendência tão numerosa, os Briggs viram-se obrigados a fazer algumas alterações na sua vivenda, contando hoje com nove quartos e mais de cinco mil metros quadrados, mais do dobro que originalmente tinha.
 
 
De acordo com o «NY Daily News», as crianças têm aulas em casa, mas a mãe não o faz sozinha, tem a ajuda dos irmãos mais velhos. Após as aulas os pequenos Briggs têm ainda outras atividades: piscina, ginásio, aulas de canto.

Faça chuva ou faça sol, o convívio familiar está sempre presente. E se pensa que a família já é grande, saiba que Jean e Paul ponderam aumentar a família.