O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcou uma reunião urgente, para a noite de sexta-feira em Nova Iorque, de forma a debater a violência na Faixa de Gaza, onde o exército israelita matou pelo menos 15 palestinianos, segundo fonte diplomáticas.

A luta entre milhares de palestinianos na fronteira e os soldados israelitas degenerou em confrontos com consequências das mais gravosas dos últimos anos.

Dezenas de milhar de palestinianos, incluindo mulheres e crianças, convergiram para a barreira fronteiriça que separa a Faixa de Gaza de Israel, no âmbito da “grande marcha de regresso”, e envolveram-se em confrontos com os soldados israelitas.

O movimento de protesto, organizado pelo Hamas (movimento fundamentalista islâmico da Palestina) deve durar seis semanas e destina-se a exigir o “direito de retorno” dos refugiados palestinianos e denunciar o estrito bloqueio de Gaza.

O saldo de 15 mortos torna o dia de sexta-feira o mais sangrento em Gaza desde a guerra de 2014 entre Israel e o Hamas. Os confrontos ao longo da vedação provocaram pelo menos 750 feridos, disse o Ministério da Saúde da Palestina, citado pela Agência Associated Press.

Milhares de pessoas, cerca de 17 mil segundo algumas agências internacionais e 30.000 segundo outras, concentraram-se junto de vários pontos da fronteira de Gaza com Israel. O movimento radical palestiniano controla a faixa de Gaza, enclave palestiniano sob bloqueio israelita e egípcio, desde 2007.

As forças israelitas, que também destacaram blindados para a zona fronteiriça, utilizaram munições reais contra os manifestantes que tentavam ultrapassar as barreiras de segurança.

O exército israelita afirmou que utilizou balas reais depois de os manifestantes palestinianos, situados junto à zona fronteiriça, terem lançado pedras e bombas incendiárias em direção aos soldados israelitas.

O exército informou também que atacou três posições do Hamas, com tanques e aviões, na sequência dos ataques contra a fronteira, que incluíram disparos do lado palestiniano por parte de duas pessoas, que foram mortas.

Uma porta-voz do Exército israelita, citado pela agência Efe, disse que os suspeitos “se aproximaram da cerca de segurança e dispararam contra as tropas do Exército” e que, como resposta, os soldados dispararam “contra os terroristas” e também contra “três posições perto do Hamas”.

Israel não reportou vítimas nem danos materiais.