Depois de terem sido considerados «persona non grata», três representantes da diplomacia venezuelana em Washington foram obrigados a abandonar o país onde residiam.

Foram dadas 48 horas a Ignacio Luis Cajal Ávalos, Víctor Manuel Pisani Azpurua e Marcos José García Figueredo para sair de território americano.

A agência EFE adianta que a ordem de expulsão foi emitida na passada segunda-feira e que se fundamenta no artigo 9º da Convenção de Viena: «O Estado acreditador poderá a qualquer momento, e sem ser obrigado a justificar a sua decisão, notificar ao Estado acreditante que (...) qualquer membro do pessoal diplomático da missão é persona non grata (...). O Estado acreditante, conforme o caso, retirará a pessoa em questão ou dará por terminadas as suas funções na missão».

Esta decisão dos EUA vem no seguimento de uma ordem de Nicolás Maduro. No domingo, o presidente da Venezuela ordenou a expulsão de três americanos, funcionários consulares, de solo bolívar.

Um encontro dos diplomatas americanos com estudantes venezuelanos, envolvidos nos protestos das últimas semanas, terá estado na origem da decisão de Maduro.

Para o presidente, Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen and Kristopher Lee Clark poderão ter incitado à violência durante as conversações com os jovens, de modo a destabilizar o país e a prejudicar o governo.

Barack Obama considera as acusações «infundadas» e «falsas».