Mais de 500 apoiantes da extinta Irmandade Muçulmana egípcia foram detidos em consequência de confrontos ocorridos nas comemorações do aniversário do levantamento popular de 2011, disse esta segunda-feira um ministro, sobre a maior ação policial em meses.

No domingo foram mortas 20 pessoas, na sua maioria manifestantes, por ocasião de confrontos com as forças policiais, depois de os islamitas terem convocado manifestações contra o Chefe de Estado Abdel Fattah al-Sisi, por ocasião do quarto aniversário do derrube do ex-presidente Hosni Mubarak.

Apoiantes do sucessor de Mubarak, Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, têm-se confrontado com regularidade com as forças de segurança, desde que este foi derrubado pelo então chefe das forças armadas, Al-Sisi, em julho de 2013.

Grupos de defesa de direitos humanos têm denunciado repetidamente o uso de “força excessiva” pelas autoridades na repressão das manifestações da oposição.

«Detivemos 516 membros da Irmandade Muçulmana que estiveram envolvidos em tiroteios, colocação de explosivos e bombardeamentos de algumas instalações» no domingo, afirmou o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim.

Esta foi a maior quantidade de detenções de apoiantes de Morsi num só dia, desde que Al-Sisi chegou à Presidência em maio passado.

Ibrahim avançou que 20 pessoas foram mortas em confrontos no domingo, na sua maioria no distrito cairota de Matareya, entre os quais dois polícias.