Um engenho explosivo de fabrico artesanal deflagrou ao final da noite de domingo no complexo onde residem alguns dos funcionários da embaixada americana em Díli, sem causar feridos, disse à Lusa fonte policial.

«Ainda estamos a investigar o ocorrido. Mas a informação inicial aponta a que se trate de uma granada de fabrico artesanal», explicou à Lusa fonte da Policia Nacional de Timor-Leste (PNTL).

Uma portuguesa que reside no complexo Vila Mataruak, onde ocorreu a explosão, confirmou à Lusa que inicialmente se pensava que se tinha tratado de uma explosão de gás.

«Posso confirmar que houve uma explosão. Pensámos que tinha sido uma explosão de gás mas depois aqui os funcionários de segurança explicaram que era outra coisa», disse.

No interior do condomínio Mataruak, separada por uma vedação, habitam funcionários da Embaixada dos Estados Unidos.

Segundo outras testemunhas a explosão causou alguns danos na varanda de uma das residências do complexo, estilhaçando vidros.

A explosão, que se ouviu ao longo de todo o bairro de Pantai Kelapa e na Avenida de Portugal - onde se localiza a maioria das embaixadas - ocorreu no complexo nas traseiras da residência do embaixador de Portugal em Díli, Manuel Gonçalves de Jesus.

O diplomata confirmou à Lusa ter ouvido a explosão, cerca das 23:00 locais (14:00 em Lisboa) explicando que pensou que se tinha tratado de um acidente de automóvel.

Testemunhas em vários complexos ao longo da Avenida de Portugal confirmam também ter ouvido a explosão.

Até ao momento não foi possível obter qualquer informação da Embaixada dos Estados Unidos em Díli.